O Garanhão

 

Os garanhões têm a função de proteger e coordenar o grupo.

 

Eles passam grande parte do tempo cercando as fêmeas e impedindo-as de deixar o grupo ou serem levadas por outros machos. Eles são como pastores do rebanho, encorajam o grupo a se manter unido.

 

Quando o harém muda o seu local de pastagem, o garanhão sempre fica por último, incentivando a caminhada e cuidando para que nenhum indivíduo fique para trás.

 

Normalmente, eles se organizam em um harém estável onde cada garanhão passa a vida com algumas poucas éguas, em geral, duas.

 

Os garanhões sempre evitarão os conflitos e brigas pela posse do grupo de fêmeas. Uma série de ameaças é a primeira escolha, o contato físico é feito somente quando é absolutamente necessário. Ferimentos fatais são raros na natureza.

 

Os Jovens Machos

 

 

As fêmeas mais jovens só deixam o seu grupo familiar quando algum jovem macho de outro grupo a "sequestra" para formar uma nova família.

 

Já os jovens machos, pelo contrário, passam um bom período de vida solteiros para depois conseguirem formar o seu próprio bando.

 

Por volta dos 2 ou 3 anos, eles deixam o grupo onde nasceram (por vezes por iniciativa própria, por vezes são expulsos pelo garanhão) e se juntam a um grupo de jovens machos.

 

Neste novo grupo, os jovens machos irão aprender a medir as suas forças, simular combates e respeitar a hierarquia estabelecida. A composição do grupo depende muito das chegadas e saídas, mas geralmente é limitada entre 6 e 7 cavalos.

 

Com 5 ou 6 anos de idade, os cavalos já têm maturidade e força suficientes para coordenar, defender e formar o seu próprio grupo familiar.

 

Setembro de 2014.

A Organização Social dos Cavalos

 

 

Os cavalos são animais extremamente sociais e se sentem seguros se mantêm uma vida consideravelmente regrada. Os cavalos selvagens se organizam em grupos com um garanhão, uma fêmea alfa e a prole, ou em pequenos grupos de jovens machos solteiros.

 

O grupo é formado por mais ou menos 10 integrantes, e está longe da imagem que a maioria das pessoas tem da imensa tropa de cavalos selvagens correndo livres na montanha. O que ocorre é que, por vezes, vários grupos que convivem próximos se deslocam em conjunto, dando a impressão do grupo familiar ser maior.

 

Os potros só deixam o grupo familiar aos dois ou três anos de idade, quando atingem a sua maturidade sexual. Este comportamento é totalmente conveniente e adequado, pois assim a probabilidade de cruzamentos consanguíneos diminui grandemente.

 

Uma vez que o grupo foi formado, ele permanece estável por muitos anos, apenas havendo variação pela saída dos jovens. Com raras exceções, o garanhão e as éguas permanecem juntos por toda vida.

 

A fêmea alfa sempre será a mais velha do grupo, ou seja, a que chegou primeiro. Ela mantém uma posição hierárquica superior em relação às outras éguas. E esta hierarquia se sustenta por anos.

 

Os raros cavalos solitários são machos enfraquecidos pela idade ou indivíduos enfermos.

As Éguas

 

A égua pode ser considerada a líder do grupo. Isto é verdadeiro se observamos que quando os cavalos se deslocam, sempre a égua mais velha que vai à frente.

 

As fêmeas geralmente demonstram o seu primeiro cio com um ano de idade, mas parece não receber atenção do garanhão nesta faixa etária.

Quando o cio surge na primavera, é uma vantagem, pois os potros nascerão em condições ambientais mais favoráveis. A gestação da égua dura 11 meses.

 

As éguas possuem diferenças individuais e podem apresentar preferência  por garanhões específicos. Isso é muito importante quando falamos no então uso da cobertura forçada.

 

Éguas mais velhas e dominantes podem, energicamente, interromper a atenção de um garanhão, que está voltada para uma fêmea (de um posto mais baixo da escala social) que esteja no estro.

 

Uma égua pode ser deixada para trás no momento do parto e se juntar a outro grupo, cujo garanhão, diferente da crença popular, não matará o potrinho por não ser seu descendente.